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Como a vida de Einstein pode inspirar a sua

segunda-feira, 17 de outubro de 2016. Autor: Revista Super Interessante

 Seu nome se tornou sinônimo de genialidade. As razões para isso são muitas, mas talvez a principal seja sua capacidade de levar o Universo inteiro dentro da cabeça.

 

Talvez não exista tarefa mais difícil do que tentar dizer o que podemos aprender com Albert Einstein. Primeiro porque são muitas coisas. Segundo porque são profundas. E terceiro porque tem tantas facetas que é difícil espremer a fruta até ficarmos somente com o suco - que é, como talvez diria Einstein, a única coisa que o tempo e o espaço nos permitirão abordar aqui.

A vida e a obra de Einstein em essência demonstram quanto vale a reflexão cuidadosa e como precisamos nos despir de preconceitos. Desde jovem até o fim de sua vida, o físico pregou a necessidade de não tomarmos o discurso vigente pelo seu valor de face. É verdade que ele também demonstrou certos compromissos ideológicos, ao, por exemplo, abraçar a constante cosmológica apenas para conformar sua teoria ao que ele achava que ela deveria dizer sobre o mundo. Da mesma maneira, e por motivos similares, ele passou praticamente a vida toda renegando as consequências da mecânica quântica, que transformara o Universo numa série interminável de eventos probabilísticos, não deterministas. Para ele, o mundo não poderia ser, em sua natureza mais elementar, desse jeito.

Contudo, convicções como essa são inofensivas e até benignas. Um ser humano sem nenhuma convicção também não serve para nada. O ideal é que ele tenha pelo menos a convicção de que convém desconfiar de convicções. E Einstein seguramente tinha isso.

Sempre que estamos diante de uma situação que nos parece obviamente apontar numa dada direção, rumo a uma certa interpretação, cabe lembramos disso e darmos um passo atrás. Será que há espaço para desafiarmos nossas convicções? Será que há um ponto de vista alternativo? Será que a verdade está nos olhos de quem vê? Seria ela relativa?

Esse é um ponto fundamental do pensamento de Einstein, que nos leva diretamente a algumas de suas qualidades humanistas mais marcantes: o profundo pacifismo e a crença no internacionalismo. A noção de que a guerra nunca é a resposta para nada e que estamos todos irmanados neste planeta numa civilização só, ligados por laços que não podem ser desfeitos, por mais que tenhamos costumes tribais enraizados de separar o mundo entre "nós e eles".

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